Casos confirmados de dengue têm queda de 81% nos três primeiros meses de 2016

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Foram 6.096 casos nas 12 primeiras semanas deste ano, ante 32.128 no mesmo período de 2015

A Secretaria Municipal da Saúde apresentou na tarde desta sexta-feira (8) um novo balanço sobre a situação de transmissão da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus na cidade de São Paulo. Até a 12ª semana epidemiológica, os dados apontaram uma queda de cerca de 81% no número de casos confirmados da doença, na comparação com o mesmo período de 2015. Nos três primeiros meses deste ano, foram 6.096 casos de dengue confirmados, ante 32.128 casos confirmados de janeiro a março do ano passado.

De acordo com o secretário Alexandre Padilha, além de um engajamento maior da população na eliminação de criadouros do mosquito Aedes Aegypti, a ação pioneira da Prefeitura de utilizar larvicida BTI em pontos estratégicos (como terrenos baldios) e imóveis especiais (como escolas e rodoviárias) contribuíram para a redução. Segundo estudo da Secretaria Municipal da Saúde, com a aplicação do larvicida, iniciada no ano passado, a positividade de larvas do mosquito em terrenos baldios e ferros velhos, por exemplo, caiu de 55% em 2015 para 17% neste ano. Em locais como rodoviárias e escolas, a positividade de larvas do Aedes caiu de 15% para apenas 2,5%.

“A tendência é a redução de casos ficar nesse patamar ou até [a redução]ser maior com os dados do mês de abril, por isso, quero agradecer o trabalho da população em São Paulo que se engajou nessa luta, e da imprensa, que nos ajudou a alertar a população sobre um cenário em que todos os fatores levavam crer que teríamos até mais casos em 2015 que no ano passado. O trabalho dos agentes da Prefeitura também é inegável. Esses dados são concretos e mostram o acerto na escolha do tratamento dos terrenos onde você não pode remover o foco do mosquito, e assim, faz o tratamento com o larvicida, que já mostrou que cai a positividade de larvas do mosquito”, afirmou Padilha.

Por conta da redução, as duas tendas de atendimento aos casos de dengue excepcionalmente montadas pela Prefeitura de São Paulo na zona leste, em Cangaíba e Lajeado, encerraram suas atividades a partir desta sexta-feira (8). Como o objetivo dos espaços era apoiar as unidades do entorno, as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Chabilândia e Cangaíba, e a procura de pacientes vem caindo, a avaliação dos técnicos da Secretaria Municipal da Saúde é que os serviços existentes podem absorver a demanda atual.

“A redução de mais de 80% dos casos de dengue nesses três meses permitiu que a gente pudesse desativar precocemente as duas únicas tendas que existiam, e não há previsão de aberturas de novas com esse cenário. Os funcionários que estavam nessas tendas vão fortalecer o atendimento nas unidades de saúde locais ou em AMAs e UBSs locais”, disse o secretário.

Zika e Chikungunya
De acordo com o balanço apresentado, foram confirmados 11 casos autóctones, ou seja, contraídos em São Paulo, de febre Chikungunya nas 12 primeiras semanas epidemiológicas deste ano. Em 2014 e 2015, não foram registrados casos autóctones da doença na cidade. Em relação ao zika vírus, mais um caso autóctone foi confirmado na capital paulista, totalizando dois, além de 15 casos importados confirmados, ou seja, contraídos em outros municípios.

O novo caso autóctone de zika é de uma gestante, mas a criança nasceu sem registro de microcefalia.

Fonte: Prefeitura

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Sobre o Autor

Vereador Atílio Francisco

Vereador do Partido Republicano do Brasil (PRB) na Câmara Municipal. · Autor de diversos projetos transformados em leis municipais e um dos vereadores mais atuantes da Casa.

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