Governo de SP diz que teve prejuízo de R$ 1 milhão em escolas ocupadas

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Segundo secretaria, 72 escolas foram vandalizadas.
Dados foram recolhidos com direção de unidades.

O Governo do Estado de  São Paulo divulgou nesta terça-feira (29) a estimativa do prejuízo com as ocupações das escolas em São Paulo: perda de R$ 1 milhão devido a furto e depredação em 72 escolas durante ou após ocupações. Ao longo das manifestações, o Sindicato dos Professores (Apeoesp) chegou a afirmar que 213 escolas foram ocupadas. A secretaria confirmou 200.

Segundo o governo, o levantamento está sendo realizado com a direção de cada uma das escolas e não inclui parte da perda com merenda. Até esta terça, 13 escolas estaduais ainda estavam ocupadas por estudantes que protestam contra o projeto de reorganização do ensino de Geraldo Alckmin. O projeto foi suspenso pelo governo no dia 4 de dezembro.

A Secretaria de Estado da Educação citou três escolas depredadas pelos estudantes: as unidades Conselheiro Crispiniano, em Guarulhos; Carlos Gomes, de Campinas; e Mário Avesani, em Santa Cruz das Palmeiras, na região de Pirassununga.

Em Guarulhos, foram danificados e destruídos objetos da secretaria da escola, das salas de coordenação, de mediação e de equipamentos de festas, foram furtados oito computadores, três notebooks e seis radiocomunicadores. Em Campinas, houve furto de dois televisores e a sala de informática foi revirada. E em Santa Cruz das Palmeiras, invasores furtaram os HDs das câmeras de segurança, computadores da secretaria e da diretoria e notebooks da sala dos professores.

Durante os protestos, os estudantes chegaram a limpar as escolas, cozinhar e se dividir em tarefas. Na Escola Estadual Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus, Zona Oeste de São Paulo, os alunos saíram de forma tranquila: recolheram colchões, cobertores, vassouras, produtos de limpeza, alimentos. Varreram as salas de aula, ensacaram o lixo e levaram tudo para fora.

Já na Escola Estadual Caetano de Campos, no bairro da Aclimação, os alunos tinham um guardião noturno e cozinhavam o que ganhavam em doações.

Suspensão
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), decidiu suspender a reorganização em toda a rede de ensino do estado na sexta-feira, 4 de dezembro. Naquela semana, milhares de estudantes voltaram às ruas contra a reestruturação que previa o fechamento de escolas e afetaria mais de 300 mil alunos.

O governo afirmava que o ensino iria melhorar. Os alunos, porém, contestaram. Em protesto, eles passaram a ocupar, desde 9 de novembro, escolas em todo o estado. Naquela sexta, 196 escolas estavam ocupadas, segundo a Secretaria da Educação (o sindicato dos professores – Apeoesp – afirma que são 205).

A decisão foi anunciada no mesmo dia em que pesquisa Datafolha indicou que a popularidade do governador chegou ao menor índice já registrado: 28% consideram o governo dele ótimo ou bom (na anterior, o percentual era de 38%). Segundo a pesquisa, dois fatos influenciaram essa queda: a crise hídrica e a reorganização escolar.

Fonte: G1

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Sobre o Autor

Vereador Atílio Francisco

Vereador do Partido Republicano do Brasil (PRB) na Câmara Municipal. · Autor de diversos projetos transformados em leis municipais e um dos vereadores mais atuantes da Casa.

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