Jardins verticais e grafite deixam a cidade mais colorida

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Com incentivo da cidade, iniciativas combatem a poluição visual e tornam as ruas mais amigáveis

São Paulo está deixando de ser uma cidade cinza. Com o incentivo da Prefeitura, os muros e empenas cegas da cidade recebem jardins verticais e grafites de artistas reconhecidos internacionalmente. Além de tornar as ruas mais agradáveis, a iniciativa traz benefícios ambientais, como redução da poluição e das ilhas de calor.

Essas ações integram um conjunto de políticas que buscam deixar os espaços públicos mais humanos e confortáveis, como o programa Rua Aberta, ampliação da rede cicloviária e a instalação de internet wifi gratuita em 120 praças.

Desde o final de 2014, São Paulo conta com um dos maiores corredores de arte urbana da América Latina, com a pintura de mais de 70 muros na avenida 23 de Maio. A galeria a céu aberto tem 15 mil metros quadrados e se estende do Terminal Bandeira, na região central, ao Parque Ibirapuera, na zona sul.

A iniciativa envolveu o trabalho de mais de 200 artistas que receberam da Prefeitura materiais para a produção das pinturas, equipamentos de segurança e suporte, como alimentação. “Antigamente nos mandavam a polícia. Hoje nos mandam tinta, spray e lanche”, brinca o grafiteiro californiano John Dennis Howard, 77, um dos participantes do projeto. Organizada pela Secretaria Municipal de Cultura, a ação contribuiu para a valorização e reconhecimento da arte urbana em São Paulo.

Mais verde
Os jardins verticais são alternativas para ampliar o verde em bairros com muitos prédios, como a região central. Eles são instalados nas empenas cegas dos edifícios, que são paredões sem janelas, que no passado eram utilizados para painéis de publicidade, por exemplo.

A instalação de um jardim vertical é atualmente uma possibilidade para empresas e construtoras executarem compensação ambiental. Atualmente, está aberto um chamamento público para área do Minhocão, na região central. Já foram apresentados até agora 18 projetos de implantação.

Na parceria, a empresa interessada firma um Termo de Compensação Ambiental (TAC) e fica responsável por implantar e realizar a manutenção do jardim nos seis primeiros meses. Para que a instalação aconteça, é necessário que um condomínio concorde com a ação. Após o período do TAC, a Prefeitura assume a manutenção.

Até o momento, a região já conta com três jardins: no Edifício HUDs, na rua Helvétia, no Edifício Santa Cruz, na rua Sebastião Pereira, e no Edifício  Santos, na avenida São João. Estão em implantação mais dois: no Instituto Mackenzie, na rua Maria Borba, e no Edifício Santa Filomena, na rua Amaral Gurgel.

Para receber um jardim, é necessário que os moradores interessados mandem uma carta de intenção para a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Após a análise de viabilidade, a secretaria solicita a apresentação de documentos, como estatuto do condomínio e a eleição do síndico.

O plantio dos jardins reduz o efeito de ilha de calor, com a diminuição em até 7ºC a sensação térmica do edifício, além de beneficiar também o seu entorno. O verde também contribui na filtragem da poluição do ar, reduzida em até 30%. As plantas auxiliam ainda no controle da umidade e representarem uma significativa barreira acústica.

Foto: Eduardo Ogata – SPSE

Fonte: Prefeitura

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Sobre o Autor

Vereador Atílio Francisco

Vereador do Partido Republicano do Brasil (PRB) na Câmara Municipal. · Autor de diversos projetos transformados em leis municipais e um dos vereadores mais atuantes da Casa.

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